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Pedro Rolo Duarte

03
Set14

De como os ambientalistas são, em geral, especuladores profissionais...

Cito o Expresso de sábado passado:

"Por que razão as temperaturas médias da Terra deixaram de aumentar desde o início do século, apesar do crescimento das emissões de gases com efeito de estufa de origem humana para a atmosfera? Há cada vez mais cientistas à procura de uma resposta clara para esta pergunta. A mais sugestiva parece ter surgido agora, com a recente publicação de um artigo na revista “Science” de Ka-Kit Tung, da Universidade de Washington, e Xianyao Chen, da Universidade Oceânica da China. Os investigadores chineses estudaram dezenas de milhões de dados da temperatura e salinidade dos oceanos, recolhidos desde 1970 em todo o planeta, da superfície aos 1500 metros de profundidade. E calcularam como mudou o calor armazenado no mar, tendo descoberto que, nos últimos 14 anos, as águas do Atlântico abaixo dos 300 metros de profundidade armazenaram mais energia do que nos outros oceanos juntos. Este processo faz parte de um ciclo natural de cerca de 30 anos, o que significa que só por volta de 2030 o aquecimento global deverá regressar".

... Portanto, e uma vez mais: muito gostam os ambientalistas militantes da catástrofe de dar palpites sobre aquilo que divide os próprios cientistas...

João Corte-Real, professor catedrático da Universidade de Évora e um dos mais profundos estudiosos da matérias, diz ao Expresso no remate deste artigo: “Basicamente não sabemos, o sistema climático não é ainda suficientemente compreendido, estamos às apalpadelas, o desconhecimento tudo consente! E a insistência numa ideia a priori não é atitude científica e atrasa a desejável compreensão dos mecanismos que têm lugar no sistema”.

É como a manteiga, os ovos e o colesterol: uns dias são terríveis assassinos, outros dias milagrosos salvadores da vida. Melhor é não ligar muito. E continuar a viver.

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