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Pedro Rolo Duarte

04
Out15

Em dia de voto

Ontem foi o chamado “Dia de Reflexão”: jornais, rádios e televisões estiveram impedidos por lei de noticiar o que quer que seja relacionado com o acto eleitoral de hoje. Confesso que me agrada a ideia de um dia sem o ruído das arruadas e a gritaria dos líderes - mas é apenas pelo lado sonoro. Podia também haver um dia em que os empregados de café fossem proibidos de empilhar chávenas e pires como se estivessem a baralhar cartas num jogo de sueca…
… No resto, acho a lei desfasada do mundo real. Na verdade, se o DN ou o Público decidirem falar de eleições e partidos, serão seguramente condenados a multas pesadas. Já eu, individualmente, no meu Blog, ou no twitter, ou no Facebook, posso dizer o que quiser, que nada me acontece. Ou seja: o universo digital, nas suas diversas frentes, não está legislado (e ainda bem…), o que vicia as regras. No limite, um jornalista ou director de jornal pode, no seu espaço individual de internet, fazer campanha ou análise ou reportagem no dia de reflexão - a mesma pessoa, se publicar esse texto ou o passar na rádio ou TV, viola a lei e é punido. Mesmo que tenha 100 mil leitores na net e apenas 10 mil no jornal…
Pode parecer um paradoxo irrelevante, mas não é. São mais livres, por inimputaveis, os que se movem na rede, do que aqueles que usam os meios de comunicação tradicionais.
Algo me diz que isto não vai durar muito tempo. Em geral, o mundo politico não convive bem com o “excesso” de liberdade. Deixa-o doente. Quando assim é, como se costuma dizer, “trata-lhe da saúde”…
… Mas isso agora não interessa nada: vamos lá votar.

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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