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Pedro Rolo Duarte

05
Abr14

Lisboa de pernas para o ar

Ontem, em Lisboa, não se falava de outra coisa: o caos generalizado no trânsito entupiu literalmente a cidade durante a tarde e parte da noite. O que se passara? Nada de novo ou especial: choveu, é principio de mês, o trânsito esteve condicionado em Belém por causa do Rally de Portugal, e houve um ou dois acidentes em zonas estratégicas.
Já sabemos que quando chove os condutores parecem, em geral, baratas tontas sem saber bem o que fazer ao acelerador e ao travão; já sabemos que os acidentes, mesmo quando se trata de um toque óbvio por trás, demoram horas a resolver e ninguém arreda o seu automóvel do local do crime (nunca percebi porquê).
Mas também sabemos que numa cidade com a fisionomia de Lisboa o trânsito é um sistema de vasos comunicantes que lembra a história do bater de asas em Nova York que provoca um terramoto em Pequim… Não é preciso ser especialista na matéria para perceber que as mudanças no trânsito que, nos últimos anos, se fizeram no Marquês de Pombal, na Avenida, na Baixa, no Terreiro do Paço, criaram uma bomba-relógio em toda a cidade. Explode sempre que há um ligeiro contratempo. Dá cabo da paciência de toda a gente, e retira qualidade de vida a quem decidiu viver aqui.
Tenho apoiado formalmente as candidaturas de António Costa - mas confesso a minha desilusão quanto às matérias que se relacionam com o trânsito. Não me lembro de uma cidade civilizada tão caótica quanto Lisboa. Vejo todos os dias a capital tornar-se mais confusa, menos lógica, afunilada e aparvalhada com mudanças que, no mínimo, são ridículas e sem lógica ou sentido. A “rotunda” do Marquês do Pombal e o sentidos do trânsito na Avenida da Liberdade são o ex-libris de uma política desleixada, negligente e sem qualquer espécie de planificação ou estratégia. Como lisboeta, lamento e pergunto-me a quem interessa este caos, esta confusão? Às vezes penso se não haverá infiltrados da oposição junto de António Costa…
Não quero acreditar que o Presidente da Camara tenha decidido, em consciência, dar tiros nos seus próprios pés. Ou que pura e simplesmente se tenha esquecido da cidade que dirige.
Mas tudo isto me ocorre numa sexta-feira negra em Lisboa. E lá volto a pensar em sair daqui, de vez.

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“Sucessivos governos ficaram irritados, o actual vai um pouco mais longe, esquecendo que votar é um direito mas nunca uma obrigação. Em países desenvolvidos os cidadãos até votam durante a semana, ao passo que na choldra querem proibir jogos de futebol para obrigar o povo a ir votar." António de Almeida, Aventar

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