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Pedro Rolo Duarte

23
Jul16

Mar, com ou sem poesia

ab nov 2016.jpg

Se, por um qualquer azar (ou sorte, se vir o tema de outro ponto de vista…), tivesse de ir viver para outro lugar, a ausência que mais me custaria, além dos amigos e da família, era a deste mar. Na vista como no corpo.
Nasci e cresci a enfrentar as ondas fortes da Praia Grande, mais tarde adoptei a Costa Alentejana, quando me custou demasiado o Penedo sem o meu pai.
Comecei por Mil Fontes, depois Zambujeira, e nos últimos anos subi e apaixonei-me por Melides, pela Aberta-Nova, e tudo à volta. A água fria limpa e desintoxica, o espaço e o tempo crescem e parecem não ter fim, e sinto-me longe - estando, afinal, bem perto.
Esta semana passei por lá. Mergulhei no mar da Aberta-Nova, que estava doce e acolhedor.
Nunca deixo de me lembrar de Pablo Neruda, que foi um dos grandes poetas do mar, ainda que só há poucos anos disso me tenha apercebido… Na minha delirante falta de memória, mesmo assim, pairou um bocadinho de um poema de Neruda (e tive de ir procurar o original, para não asneirar…): “Necesito del mar porque me enseña / no sé si aprendo música o conciencia”.
Com o mar aprendo a ser humilde. A reduzir-me à justa dimensão. E a dar valor ao que realmente tem valor. Se soubesse escrever um poema, como ele, seria por aí…

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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