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Pedro Rolo Duarte

04
Abr15

Nove anos

perfect boring.jpg

Todos os anos, neste dia, penso no meu irmão António, no meu pai, nas cartas ao Pai Natal do meu filho pequenino, e revejo o olhar da minha mãe no dia da morte do seu Titó.
Todos os anos, neste dia, penso no paradoxo que constitui a tristeza do parágrafo anterior com a alegria deste parágrafo: foi pelas piores razões que há nove anos deixei de fumar. Mas foi uma atitude tão simultaneamente ferida, forte e feliz, que teve em mim um efeito inesperado: fez com que me sentisse uma melhor pessoa.
Propositadamente, escolhi para este post a fotografia de uma t-shirt que vi numa loja há poucos dias. Quando deixei de fumar, não quis aproximar-me da perfeição ou procurar saúde. Quis mesmo livrar-me de um vicio que começava a incomodar-me e que trazia más energias ao meu mundo. Continuo a fazer todos os outros disparates que me dão prazer, e não sou propriamente dado ao culto da vida saudável. Mas posso garantir-vos que sou mais feliz porque não fumo, e que este 4 de Abril é seguramente um dos meus dias mais relevantes de cada ano. Só quem viveu o que eu vivi, ou algo parecido, pode entender em toda a dimensão a importância que dou a um gesto para muitos óbvio e banal.

Daqui a um ano, será uma década sem essa prisão tóxica e infeliz. Que bom.

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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