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Pedro Rolo Duarte

24
Mar15

Sinais do tempo que passa

IMG_7651.jpg

Apanhei no sempre excelente “The Observer” desta semana a pré-publicação e um artigo sobre o livro que o fotojornalista Will Steacy publica por estes dias na sequência de um projecto de longo alcance: durante cinco anos, Steacy fotografou, sem qualquer espécie de restrição, a redacção e a gráfica do jornal The Philadelphia Inquirer - 150 anos de vida, um velho colosso do jornalismo norte-americano, com mais de 20 prémios Pulitzer ganhos, que neste curto período de tempo (os últimos cinco anos) foi ferido pela crise do jornais diários em papel, deixou o seu gigantesco edifício-sede, apelidado de “Tower of Truth”, para se instalar num modesto terceiro andar de um edificio banal, e sobrevive com as limitações que fazem do jornalismo dos dias que correm uma espécie de oficina de artesanato de luxo…
O declínio do jornal, que o fotógrafo documentou, constitui o exemplo de um tempo em que o papel diário impresso se perde na vastidão do império virtual da rede. Stacy defende o que todos defendemos: de nada serve o jornalismo se as palavras que o servem não puderem servir a todos. De nada serve um jornal sem pessoas que o leiam.
Parece que a “Tower of Truth” vai ser um casino. o The Philadelphia Inquirer continua em jogo, mas a perder todos os dias.

(A fotografia que roubei ao Observer e “instagramei" junta em sequência o mesmo ponto de vista da redacção da esquerda para a direita, e de cima para baixo, em 2009, 2010, 2012, e… hoje)

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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