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Pedro Rolo Duarte

27
Mai14

Sobre a fibra dos Homens

Passadas as ondas de choque de eleições que deixaram à mostra as fissuras na (chamada…) União Europeia, que mostraram o triste papel que têm feito os politicos portugueses quanto à nossa relação com essa mesma Europa, e que exibiram sem dó nem piedade o encolher de ombros de uma enorme maioria que diz “nas tintas” e se abstém, é-me sinceramente indiferente uma moção de censura ou a afirmação da legitimidade para governar. Dá igual.
Preferia que esta gente (que manda nos partidos que mandam nisto…) pusesse a mão na consciência e, por um segundo, se interrogasse: “oh meu deus, o que fizemos nós?”.
E se fosse esta gente guiada pela seriedade e dever de serviço publico, que a seguir tivesse a capacidade de reconhecer o erro e começar tudo do principio. É imperioso admitir que estamos perante um falhanço brutal. De politicas, de prioridades, de empenhamento, de verdade. Um falhanço maior do que nós - porque ele envolve toda a Europa, ainda que a Europa seja o melhor que conseguimos nestas ultimas décadas. E é neste paradoxo que está a razão e a solução do problema.
Deixarmos morrer o melhor que conseguimos por não resistirmos ao pior de nós é tão desanimador e triste que apetece mesmo enfiar a cabeça na areia.
Normalmente, é nestes momentos que se vê a fibra dos Homens. Vamos ver quem se chega à frente e começa a refundar o que claramente estamos a enterrar. Vamos ver se é por isso que António Costa acaba de dar um passo em frente. Ou se é apenas mais do mesmo. Vamos ver.

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