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Pedro Rolo Duarte

24
Out14

Um verdadeiro UAU!

estamos_todos_300x230.jpgNa quarta-feira estreou no Casino Lisboa o novo espectáculo “para-um-homem-só” do José Pedro Gomes: “Estamos Todos?”. A equipa é de luxo. Texto de Luísa Costa Gomes, cenários de António Jorge Gonçalves, encenação do Adriano Luz, música de Filipe Melo, luz de Paulo Sabino. É claro que o resultado é excelente: uma hora e meia entre sorriso e gargalhada, com o José Pedro Gomes a vestir 8 personagens nos momentos que antecedem um casamento… Aviso já: o velho e o padre são antológicos.
Mas o que mais mexeu comigo, confesso, não foi o espectáculo, apesar da excelência em cena. O que mexeu comigo foi, no fim, dizer-se naquele palco que a UAU  assinalava 25 anos nesta semana.
Já passaram 25 anos?
Fiz contas às minhas contas para perceber que sim, que passaram mesmo. E não quis deixar de vir aqui dizer o que penso há muito tempo e não sei se alguma vez tive oportunidade de escrever. É isto:
A equipa da UAU, liderada pelo Paulo Dias, introduziu no teatro português uma equação até aí difícil de entender: qualidade pode traduzir-se em sucesso de bilheteira. Qualidade não é sinónimo de subsidio e cadeiras de pau. Esta coisa óbvia era, há 25 anos, tudo menos óbvia. E o Paulo, com a sua equipa, com boas ideias de marketing, com faro e intuição, e seguramente com muito trabalho, transformou a equação numa realidade. No teatro e fora dele. Penso nisso sempre que, no final das estreias a que fui, o vejo subir ao palco, com uma modéstia e timidez que não deixam margem para dúvidas: só por amor se faz o que ele faz e como ele faz.
Hoje, a UAU é o mais claro exemplo de que a palavra “subsidio” não é essencial ao bom teatro - e que, nessa matéria, não somos melhores nem piores do que os “outros”. E é também um forno de novas ideias, de espectáculos inesperados, e mesmo de riscos que as companhias mais clássicas, sem o clássico “apoio do estado”, não correriam.
O Paulo vai atrás do que lhe cheira a essa soma feliz: qualidade + ligação à realidade + trabalho = sucesso. Há 25 anos. Este espectáculo do José Pedro Gomes é um excelente presente de aniversário.
A UAU merece um UAU!. Aqui fica o meu.

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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