Escrevi um post sobre o apoio do João Gonçalves a Pedro Santana Lopes e foi o que se viu. Escrevi um post desencantado com o partido no qual votei nos últimos anos, e foi o que se viu. O que sinto? Sinto demasiada agressividade no ar, muito comentário de encomenda, pouco respeito e azedume em excesso. Não tenho paciência para essas “energias negativas”. Não estou nem aí. Não sou o Luís Rainha nem quero ter aquele espírito, aquele “nhinhinhi”, ocupar tanto tempo com tão pouco. Admiro a persistência do João Gonçalves, mas não quero ver Portugal como ele vê. Acho óptimo que Pedro Santana Lopes se candidate à Câmara de Lisboa mas o meu universo de interesses não passa, nunca passou, por esse mundo de compromisso e networking. Não consigo ver a comunicação social como Pacheco Pereira – só quem nunca trabalhou num jornal pode ver intencionalidade onde, na esmagadora maioria dos casos, há apenas uma soma de acasos... -, mas também já não “sofro” da ingenuidade dos vinte anos.
Tornei-me céptico, mas isso não fez de mim um homem azedo ou amargurado.
Dizer mal de tudo e de todos, observar Portugal como se não fizéssemos parte dele - mesmo o que o olham fingindo que estão longe - faz mal à saúde, duplica as rugas, e deixa os músculos tensos. Não quero.
Há coisas que a idade nos vai ensinando – uma delas é escolher, a cada momento, onde está a paz, onde está o que nos faz bem.
Este tipo de debate político, baseado no insulto, na azia, na inveja e no despeito, não me agrada. Portanto, saio fora. Vou dedicar-me a toda a espécie de trivialidades, até que a passe a euforia.
Adenda (já sem "Jornal Nacional" na TVI): eu escrevi há dois dias neste blog "Pessoas que sentiram – eu senti – o golpe na liberdade de informação que permite à oposição falar em “medo” e “asfixia” - a frase foi muito comentada, criticada e posta em causa. Mas não havia necessidade...
15 comentários
maria 03.09.2009
porque ñ fala de música? no HB o JG é q passa sempre pelo enciclopédico de serviço e nem sempre,peço desculpa, me agrada aquela selecção, ponha + músca !!!!!
Estou à espera que alguma das luminárias do Simplex - pode ser uma qualquer, por exemplo o inacreditável Pitta - me explique o fim do Jornal Nacional de Sexta-Feira da TVI. Será que terei de esperar sentado?
Longe vão os tempos em que as declarações de um ministro em 2004, a propósito das opiniões de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, fizeram cair o Carmo e a Trindade, envolvendo até o Presidente da Républica. Por este andar, qualquer dia desaparece por completo a "vergonha" e o "pudor" na Politica.
Caro PRD, com todo o respeito e cordialidade e sem qualquer azedume, permita-me dizer-lhe que, por vezes, é difícil entendê-lo. Não vi nos comentários ao seu post de ontem excesso de azedume. Pelo menos nada que justifique esta sua retirada de campo. Além disso, o blogue é seu, deve escrever sobre o que lhe apetece, mais ou menos indiferente aos comentários que gera. Em 4 anos de governação socialista há, evidentemente, uma série de coisas mal conseguidas. Na educação, por exemplo, haveria a dizer que houve/há de facto algum facilismo no aproveitamento dos alunos em fase da escolaridade obrigatória. Na justiça, fez-se pouco para resolver a morosidade dos processos, talvez para não afrontar os senhores juízes. Conheço mal o sector da saúde, mas com certeza também há coisas que não foram feitas. Agora, a ideia dos ataques à liberdade de imprensa é que francamente não percebo. Mas que ataques? O freeport foi todo divulgado pela imprensa; durante toda a legislatura, alguns jornalistas da TVI fizeram oposição cerrada; há um jornal diário de referência que é manifestamente contra o governo... Onde é que estão os ataques? Alguém proibiu estes jornalistas de escrever mal do governo? Houve algum jornalista que tenha sido ameaçado de alguma forma? Se houve ataques convém concretizar para se perceber quais foram. Caso contrário parece um ressabiamento corporativista, causado por uma daquelas ondas que, de vez em quando, se instalam nas classes profissionais. Com abraço e, reforço, nenhum azedume.
"Alguém proibiu estes jornalistas de escrever mal do governo?" - pergunta o "Nuno Delgado". Parece que escreveu na tarde do dia 3. A essa hora, já o Jornal Nacional das sextas-feiras da TVI tinha sido "suspenso" (da forca, subentende-se). É o que se chama andar muito distraído, não?
Não, não é. Apenas não acredito que um PM dê instruções a outro PM para exigir a uma empresa privada desse país que faça um saneamento noutro país. Para mim, essa paranóia é apenas teoria da conspiração. Faz-me muito mais sentido que a senhora tenha sido saneada apenas e tão só porque aquilo que ela faz não é jornalismo. Nem aqui, nem em Espanha.
E é V., Nuno Delgado, quem decide o que é ou não é jornalismo? Sabe porventura que, até agora, nenhum dos factos moticiados pelo telejornal da MMG foi alguma vez desmentido ou sequer motivo de queixa judicial?
Gostaria que o PRD me dissesse se foi o Governo que influenciou os donos da TVI para acabarem com o Jornal da Manuela. Não está a precipitar-se nesse seu sentir? Vai atrás dos que afirmam, insinuam, isso? Como é possível que os políticos e seus "fans" tomem estas atitudes de oportunismo rasca? É isto a política que queremos? É esta gente que queremos a governar-nos?
Oh Pedro não seja tão purista nos seus comentários. Não esquecer que o último Governo PSD pressionou a TVI a acabar com os comentários do Professor Marcelo Rebelo de Sousa.
Gisela João O doce blog da fadista Gisela João. Além do grafismo simples e claro, bem mais do que apenas uma página promocional sobre a artista. Um pouco mais de futuro neste universo.
Uma boa frase
Opinião Público"Aquilo de que a democracia mais precisa são coisas que cada vez mais escasseiam: tempo, espaço, solidão produtiva, estudo, saber, silêncio, esforço, noção da privacidade e coragem." Pacheco Pereira
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