Excepções
É pública a minha oposição fundamentalista à cópia não autorizada, aos leitores de jornais que lêem mas não pagam os jornais que consomem nos pontos de venda, à pirataria na música e no cinema. Eu sou um dos tais – os chamados tansos... – que compra os discos online, ou as canções, mas também os filmes, os livros, tudo.
Percebo o argumento mais básico – se é possível ter de borla, porquê pagar? -, mas não deixo de presumir que esse raciocínio levará, a prazo, a uma deterioração da criatividade e produção culturais, porque o estimulo diminui na proporção da queda de rendimentos e porque, no limite, haverá quem não crie porque sabe que a sua criação vai ser usurpada, roubada, violentada.
Já sei que é uma guerra perdida, cá fica para o que der e vier...
Mas só a trago aqui ao blog porque hoje eu próprio cometo o crime, abaixo jpegado. É certo que o faço em tempo razoável – saiu no Público de ontem, que hoje já não está à venda -, por uma causa maior (a memória de Fernando Lopes), e por conta de um autor amigo (do qual ando atrás, sem sucesso, há semanas – se alguém me puder fornecer o contacto actualizado, ficarei grato...).
Dito de forma mais simples: a crónica de Vasco Pulido Valente, no Público de ontem, sobre Fernando Lopes, é um momento de génio e humanidade. Aqui o deixo, livre, correndo o risco do crime que não cometo, certo de fazer o que devo. Há contradições que só a educação de cada um pode explicar.
Ainda assim, leiam:
