Adivinha...
Dou um doce a quem acertar no próximo entrevistado da Playboy só com base neste excerto:
“- É astrónomo amador?
- Sim, astrónomo amador. Tenho o telescópio na minha aldeia e sempre que posso (infelizmente menos nos últimos tempos) vou para lá apontá-lo e interrogo-me sobre o espaço... para mim a eternidade é o espaço. O tempo e o espaço entrecruzam-se numa linha, algures, não sei quando nem onde, e olhar para longe é olhar para trás, olhar para as estrelas distantes é olhar para a luz que saiu de lá há milhões de anos... Isso atrai-me e fascina-me... Deito-me à noite a olhar o céu, sem referência, e a dada altura sinto-me a cair para o ar, a uma velocidade estonteante
- Tem a noção que não é essa a imagem que passa para o público?
- Oh Pedro, a imagem pública é um personagem...
- É um personagem?
- Sou um personagem, persona, sabe o que é? Todos somos, todos pomos máscaras, várias máscaras... Vou dar-lhe um exemplo... Na minha intimidade, Pedro, sabe qual é a música que eu gosto mais de ouvir hoje?
- Não...
- É o Jim Morrison... São os Doors”