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Pedro Rolo Duarte

24
Nov11

Fazer parte do problema

A educação dos meus pais, dos meus melhores professores, e até uma breve passagem pela juventude comunista na adolescência, ensinaram-me que a critica presume a alternativa. O “não porque não” pertence à infância.

Se entendo que algo é condenável, criticável, ou constitui uma medida que vai contra o que acho razoável e justo, tenho o dever (não é uma obrigação, claro, embora eu a sinta como tal...) de ter alternativas e soluções melhores.

É a velha história do tipo que entra no gabinete do chefe e diz:

- Chefe, temos um problema!

- E tem solução para ele?

- Não, chefe.

- Então você faz parte do problema.

Ora bem. Eu não tenho solução melhor para o momento que vivemos do que a maioria das respostas que o Governo lhe está a dar. Não é uma questão de estar de acordo ou de “desejar” – é um problema de falta efectiva de alternativa.

Que me custa? Custa.

Que vivo do meu trabalho e vivo hoje pior do que há cinco anos? Vivo.

Que gostava de ver julgados e penalizados aqueles que nos aldrabaram ao longo de anos e anos, conduzindo-nos direitinhos ao abismo? Gostava.

Mas que não vejo outro caminho, salvo em aspectos pontuais aqui e ali menos bem cuidados? É isso, não vejo.

É por isso que não participo na Greve Geral. Só participaria se pudesse dizer: o que está a ser feito é mau, mas olhem que eu tenho aqui muito melhor.

Não tenho. Não vejo quem tenha. Infelizmente.

3 comentários

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    CARLOS GARCIA 24.11.2011

    Meu caro são pessoas como voçê q não conseguindo nas urnas julgam q o vão conseguir na rua, pensando q toda a razão vos assiste e sem terem o minimo de consideração por todos aqueles que prejudicam.
  • Sem imagem de perfil

    Exilado 24.11.2011

    Pode dizer-me a que parte especifica se refere ao meu comentário? Ou terá dotes de adivinho para saber quem sou ou como sou eu?
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