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Pedro Rolo Duarte

15
Fev12

E não se pode exterminá-los?

Por que raio as pessoas desistem de politica?
Entre outras razões, porque vêem, como eu vi, um tipo que há pouco mais de meio-ano era ministro e dizia que Portugal era um oásis, ou perto disso, estar agora na RTP a dizer que o ultimo semestre de 2011 deu cabo de Portugal e que estamos, por fim, à beira do abismo...
Era meio-Relvas do PS, ou seja, era Pedro Silva Pereira. Ali está, com aquele nariz em formato recepção de bola encarnada de palhaço, redondo e achatado, a falar da oposição responsável mas, basicamente, a culpar o PSD pelo estado da nação.
O PS, já sabemos, ía a caminho da missa, com Sócrates na frente.
Este homem, Pedro Silva Pereira, há menos de um ano era ministro da Presidência de José Sócrates. Portugal bastava-se sozinho, sem troika nem nada. Portugal iria investir num novo aeroporto e no TGV, porque sim. Portugal era o oásis da Europa.
Foi o que se viu.
As pessoas desistem da politica porque vêem Pedros Silvas Pereiras fazer contorcionismo para eternizar esta bolinha de ping-pong entre o PS e o PSD. Já tínhamos visto o mesmo do outro lado. Não tem nada que saber. Só espero que os filhos do meu filho, meus netos, estudem na escola este tempo e vejam, à distância, como a falência de um país resultou directamente da mediocridade das gerações que, nestes últimos 30 anos, elegemos (sim, elegemos, estamos no mesmo barco...) para governarem o pedaço.
Lembro-me de uma peça de teatro: “E Não se pode Exterminá-los?”

3 comentários

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    Costa 16.02.2012 17:47

    Não será não, Carolina... Como muito bem sabe. "Os que já se foram", como lhes chama, deixaram isto de tal maneira que pela nossa frente estão anos e anos do que julgávamos já impensável e relegado para os manuais de História ou os romances oitocentistas.

    Talvez a Carolina seja como esses "que já se foram", os quais, agora, com um descaramento que roça o criminoso e uma impunidade que faz com que cada cêntimo que me é tirado doa ainda mais insuportavelmente, falam, invocam e exigem como se o mundo tivesse começado há seis meses e o passado - o passado que eles criaram ou pelo menos fomentaram e de que se serviram copiosamente - lhes fosse completamente alheio.

    Na verdade bem podem vir a ser bem sucedidos com essa sua atitude, pois o povo não é exactamente culto e instruído, nem é longa a sua memória e, reduzido à mera sobrevivência, dominado pela pobreza e excitado pela inveja, torna-se presa fácil desses cantos de sereia. Esquece quem é que lhos está a cantar; acreditará até que, de facto, o que se deve não é para ser pago...

    E todos nós bem sabemos como esses "que já se foram" se acham os donos do regime, do país, de todos nós, dotados de um direito divino ao poder.

    Os que agora lá estão, estão longe de ser perfeitos e absolutamente desinteressados na sua actuação. Mas esses que já se foram, pelo que já fizeram, só tinham um lugar. E não era nem a "estudar" no estrangeiro, nem a vomitar desconsiderações sobre todos nós, do alto das suas generosas sinecuras e confortáveis imunidades parlamentares. Pagas pelos do costume. Todos nós. Carolina incluída.

    Mas talvez isso lhe agrade, Carolina...

    Costa
  • Sem imagem de perfil

    m.c. 21.02.2012 20:05

    Nem mais!. É bom lembrar ... é que anda muita gente esquecida! Repudio os srs políticos da última governação que persistem em atirar-nos areia para os olhos e não esqueço tão cedo o infortúnio que nos deixaram.
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