1,60 euros
Um jornal que, numa edição de um só dia, tem crónicas de Miguel Esteves Cardoso, Vasco Pulido Valente, Alexandra Lucas Coelho, e Frei Bento Domingues, uma entrevista de quatro páginas a Eusébio feita pelo próprio Miguel Esteves Cardoso, um excelente perfil de Jill Abramson, a mulher que manda agora no New York Times, um trabalho de fundo sobre adopção, outro sobre etnias em Portugal, uma reportagem (lá, no sitio) sobre a situação da Grécia, além das noticias do dia, de matérias mais pequenas, de outras crónicas, tudo impresso em bom papel, agrafado e aparado, e custa apenas 1,60 euros (ou seja, metade do Expresso ou da Sábado, e bem menos do que a edição de domingo do El Mundo), é ou não um oásis no deserto impresso que assola Portugal?
É. Chama-se Publico e era assim, mais coisa menos coisa, a edição de ontem.
(Estou à-vontade para escrever: nunca trabalhei ou colaborei no Público, e mesmo quando desejei fazê-lo fui prontamente posto em ordem e à distancia: “estamos muitíssimo "virados" para dentro”, respondeu-me a directora num gélido e educado mail).
