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Pedro Rolo Duarte

11
Abr12

A Maternidade Alfredo da Costa

Confesso: as questões financeiras, económicas, de racionalização de recursos, são as que menos me interessam neste caso. Se esse fosse o único critério para a gestão da coisa pública, os Museus fechavam, as escolas fechavam, acho que o próprio Governo fechava.

Na iconografia e na simbologia de um país, há instituições que devem estar acima da fúria de negócio do poder. A Maternidade Alfredo da Costa é seguramente uma delas.

Se me dissessem que a fechavam para fazer dela um Museu, custava mas aceitava. Se me dissessem que ia ser transformada num pólo da Faculdade de Medicina, libertando espaço em Santa Maria ou no Pulido Valente, bem necessário, achava razoável e compreendia a racionalização de recursos humanos.

Agora, esta forma atabalhoada de olhar aquele edifício, aquele espaço no centro de Lisboa, e pensar no que dali pode vir, é um atentado à memória, à História, e um potencial roubo ao património que é de todos.

Devia haver uma forma de classificar os edifícios também do ponto de vista funcional e até politico.

2 comentários

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    CARLOS ALEXANDRE 16.04.2012

    Lamento este seu comentário, que me parece descabido. Por contraponto, relato o caso duma amiga da mimha filha. Essa jovem teve uma gravidez considerada de alto risco. Perante essa situação, e porque tem um seguro de saúde considerado de excepção, recorreu a 3 médicos obstretas que "operavam" em 2 hospitais particulares. Qual o seu espanto/REVOLTA, quando todos eles se recusaram a acompanhar esta parturiente, por ser um parto de risco. Como conclusão, e com um resultado feliz, esta parturiente veio a efectuar o seu parto na M. Alfredo da Costa. Hoje, esta parturiente, talvez como muitas outras, estará também eternamente grata a esta Maternidade.
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