Caso queiram, é obrigatório
Este fim-de-semana, no âmbito do “Ano do Brasil em Portugal”, passa por Lisboa a Companhia de Dança Deborah Colker. Estreou ontem, sexta, mas tem espectáculos hoje e amanhã, sempre no Teatro S. Luiz.
Percebo pouco ou nada de dança – nem por isso sou insensível a uma encenação prodigiosa, uma coreografia que nos envolve em histórias que não podemos mais do que imaginar, música e iluminação surpreendentes.
Foi isto que senti ontem à noite no São Luiz, no espectáculo “Tatyana” (2011), e claro que quis saber mais sobre a bailarina e coreógrafa Deborah Colker, que dá nome a esta companhia: estudou Psicologia, foi jogadora de vólei e estudou piano durante dez anos, segundo a biografia original. “A partir de 1980, dançou, coreografou e deu aulas durante oito anos no grupo Coringa, sob a direção de Graciela Figueroa. Em 1984, convidada por Dina Sfat para coreografar os movimentos da peça “A Irresistível Aventura”, com direcção de Domingos de Oliveira, Deborah deu início ao que seria a vertente mais importante de sua carreira nos dez anos seguintes: directora de movimento, uma expressão sugerida por Ulisses Cruz para definir seu trabalho”. Pelo caminho, também trabalhou com o nosso conhecido Cirque du Soleil.
Não sei isto chega, mas o que vos garanto é hora e meia de puro deslumbramento, de surpresa consecutiva, de intensa criatividade – sem que nunca se perca o sentido de ritmo, o rigor da dança, e a qualidade da música.
Rendido, voltei para casa e disse: amanhã “posto”. Está postado.
