2014
Engoli as 12 passas, pedi os desejos do costume, brindei com o champanhe de sempre. Entre amigos, à mesa, pela noite dentro, até tarde. E acordei sem efeitos secundários violentos, ainda que um pouco “abazurdido” (para citar João Braga…).
Entrei bem num ano que quero melhor, farei para que seja melhor, mas tem tudo para não ser muito diferente do ano que passou. Divido-me entre o optimismo e o realismo, e persisto em caminhar no fio da navalha.
Como sempre, também, no ultimo dia do ano velho, consultei o I-Ching, livro de que gosto por razões mais filosóficas do que esotéricas, e que me acompanha há muitos anos. O I-Ching sugeriu que em 2014 eu fosse mais diplomata, menos impulsivo, e que apostasse na mudança. Tudo o que já queria fazer antes de consultar a clássica obra.
Parece que se encontram fios soltos e pode fazer sentido o quadro que desenho.
Venha lá então o 2014 - eu aguento, e resisto.
(A imagem foi tirada do maravilhoso Corto Maltese na Sibéria.)
