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Pedro Rolo Duarte

29
Jan09

E se fosse comigo?

Muito bem: estamos, uma vez mais, a fazer na praça pública um julgamento. Neste caso, é o de José Sócrates – sendo certo que, neste momento, nem arguido é.

Independentemente do que possa por aí vir, quando assisto a este tipo de momentos, e dado o “defeito profissional”, faço sempre o exercício seguinte: e se fosse comigo? E se fosse comigo e eu estivesse absolutamente inocente?

Admitir esta hipótese e imaginar o que sentiria contribui definitivamente para ser incapaz de fazer julgamentos prévios, e por conseguinte garante um olhar, pelo menos, sereno sobre o cenário de “guerra”. Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti – o povo tem razão nestes sábios provérbios, mesmo que também faça sentido o que hoje é convocado por José Manuel Fernandes: “à mulher de César não basta ser séria, tem de parecer séria”...

Pois tem. Mas a quem faz notícias sobre a mulher de César pede-se igualmente seriedade. E o mesmo exercício: e se fosse comigo? E se fosse comigo e estivesse inocente?

5 comentários

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    João Novais 30.01.2009 08:07

    O exercício a que o senhor José Nogueira se dedica tem um nome e chama-se processo de intenção. Não é um exercício como outro qualquer mas antes uma forma (no caso de José Nogueira bastante inábil) de culpar uma pessoa, seja quem for, que obviamente até prova em contrário é inocente.
    Esta prática é medonha. Estas «damas» das ligas de decência assustam. Nada do que este senhor afirma e/ou pergunta pode ser considerado sério nos termos da seriedade a que alude.

    João Novais
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    Jose Couto Nogueira 30.01.2009 11:03

    Sr. Novais:
    Nos tribunais, uma pessoa é inocente até prova em contrário; na imprensa também deveria ser, ou seja, deveria ser tratada como tal, e as análises feitas escrupulosamente de acordo com as provas disponíveis; agora, numa democracia, os cidadãos podem dizer o que quiserem e expor livremente as suas dúvidas, mesmo que baseados em provas circunstanciais. É isso que eu faço, e tenho o direito de fazer — assim como o sr. tem todo o direito de discordar. Não sendo figuras públicas, nem representando ninguém além de nós próprios, tanto o sr. como eu temos direito às intenções que nos apetecer. Fora isso, espero sinceramente que o homem não seja culpado, porque seria péssimo para o páis a queda do governo neste momento, nem parece que haja alternativa credível na oposição.
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    João Novais 30.01.2009 15:44

    Se me ler com alguma, não muita, atenção verificará, o José Nogueira, que não pus em causa o direito à liberdade de expressão. Não (se) confunda. É neste sentido que o critico pela falta de sensatez do seu processo de intenção. Independentemente da sua vontade, ainda há nomes para o tipo de julgamento que produziu. Apressado, pior formulado e mera projecção do que nem lhe vou explicar.
    Creia, no entanto, que não espero maior compreensão da sua parte, entenda-se, do que o José Nogueira escreveu.

    Vejamos, José Nogueira, não afirmo que não se lê mas talvez não me tenha explicado bem. Vamos ficar assim porque o meu tempo é escasso e apenas pretendia deixar aqui um contraponto ao que escreveu para que se não pense que o mundo é quadrado.

    João Novais

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    amália 30.01.2009 18:47

    Concordo com Ioão Novais.
    Quanto às "suspeitas", elas não apareceram anonimamaente?

    Há um clima terrível neste momento em Portugal...com base no direito de expressão de opinião e na mulher de César...
    Será que os Césares que se exprimem livremente, lançando boatos, têm mulheres que parecem honestas?
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