Com os azeites. Literalmente.
Leio no site do Expresso que “o azeite biológico alentejano Risca Grande virgem extra, produzido na zona de Serpa, foi considerado o melhor do mundo numa prova cega entre mais de 70 concorrentes”. O galardão foi atribuído num concurso mundial de azeites biológicos realizado na Alemanha.
Não deixo de notar, com surpresa, que tal concurso se realizou entre os dias 17 e 20 de Fevereiro, e que o maravilhoso mundo das tecnologias e da rapidez de informação demorou 25 dias a fazer chegar a notícia aos media nacionais…
Dito isto, vou a correr comprar o azeite “Risca Grande”, para o testar junto dos meus preferidos, por acaso ambos biológicos e de Trás-os-Montes: “Romeu” e “Carm Grande Escolha”.
A qualidade do azeite determina muitos dos pratos que gosto de cozinhar: seja um bacalhau desfeito com grão entalado no forno ou uma salada simples de tomate e manjericão, passando por uma posta de pescada fresca cozida em vapor (na Bimby, sim senhor) com ervas aromáticas, ou a mais banal salada de atum, em todos o azeite é essencial. Até para fritar um bife do lombo. Tal como se escolhe um vinho adequado para cada prato, também eu escolho azeite. Para cozinhar ou saborear.
Exemplo: se for para deixar numa taça rasa onde se molha o pão, normalmente escolho o Romeu, por ter um sabor acentuado que não pede misturas suplementares. Se quero acrescentar um pouco de sal marinho, algumas especiarias, umas lascas de tomate seco, gosto de usar o alentejano “Relíquia da Vidigueira”, que se vende em latas pequenas e é muito leve, embora tenha personalidade. No dia-a-dia, quando quero uma gordura básica para fritar ou apenas descolar na grelha, sou fiel ao “Galo Clássico”, que continua acima de qualquer suspeita. No último Natal, para o bacalhau da consoada, escolhi o “Carm Premium”, e a família aprovou.
Acho que o azeite pode juntar-se ao tomate na lista de essenciais da cozinha. Ando a pensar nessa lista aqui para o blog... “Nos entretantos”, parabéns aos obreiros do “Risca Grande” (fui ao site deles roubar a fotografia, mas acho um roubo justíssimo...).